Elon Musk quer fornecer Internet rápida em todo o mundo

O Falcon 9 da SpaceX que foi lançado para o espaço na passada quinta-feira leva a bordo dois pequenos satélites que farão parte de uma constelação destinada a trazer acessos de banda larga rápida em todo o mundo.

O Projeto Starlink prevê a colocação de milhares de satélites em baixa órbita para oferecer acessos à Internet. O primeiro passo surge com o lançamento de dois pequenos satélites chamados Microsat-2a e Microsat-2b. Esta missão já foi adiada algumas vezes, tendo estado marcada originalmente para dia 17, depois para esta quarta-feira, acabando por ser novamente remarcada para o dia de ontem, quinta-feira, dia 22.

A maior parte dos serviços atuais de Internet por satélite assenta em satélites colocados em órbita geostacionários a 35 mil quilómetros de altura. A proposta da SpaceX é colocar uma constelação de satélites em baixa órbita entre os 1100 e os 1325 quilómetros de altura. A desvantagem desta abordagem é que são necessários mais satélites para garantir uma boa cobertura. Neste caso, a empresa de Musk pretende colocar 4425 equipamentos destes em órbita.

Numa primeira fase, os primeiros 800 satélites vão assegurar a cobertura nos EUA e em alguns outros países. De seguida, a empresa prevê colocar os restantes e conseguir cobertura em todo o mundo. O plano ainda contempla a colocação de mais 7518 satélites a uma órbita a cerca de 340 quilómetros de altura e que a empresa prevê que ofereça velocidades por satélite que conseguem competir com as alternativas terrestres, noticia a Cnet.

A SpaceX quer ainda integrar soluções tecnológicas como lasers que permitem aos satélites comunicar uns com os outros e estarem coordenados. Os rivais, como a OneWeb, já apresentaram queixas nas autoridades dos EUA alegando que a colocação destes satélites vai pôr em perigo outros satélites já em órbita. A empresa de Musk defende-se dizendo estar a cumprir todas as normas de segurança exigidas.

 

 

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