Review – Microsoft Surface Book 2

O Surface Book é um dispositivo que pode ser usado em modo portátil ou em modo tablet. Dentro do chassis estão baterias extra, que dão muito jeito, como vai poder ver, e uma gráfica Nvidia GeForce 1050 com 2 GB de memória GDDR5 dedicada. Quando está a trabalhar como tablet só tem acesso ao GPU integrado no processador da Intel, muito mais modesto em termos de capacidades.

Quando insere o Surface Book no suporte do teclado, parece ter uma máquina completamente nova e diferente, muito mais disponível em termos gráficos. Dos lados do teclado estão as entradas USB (2 + 1 USB Type C) e o leitor de cartões SD. A entrada da fonte de alimentação é semelhante à dos tablets Surface.

O tablet do Surface Book tem apenas uma entrada jack para os auscultadores e as ranhuras que fazem a ligação ao teclado, a maior das quais também suporta a ligação da fonte de alimentação para carregar a bateria sem necessidade do teclado. Uma das coisas que mais gosto nos dispositivos Surface é a existência de uma entrada USB no transformador que serve para carregar outros dispositivos. Esta entrada também está presente no carregador do Surface Book.

Os componentes principais do Surface Book estão dentro do tablet e incluem um processador Intel Core i7-8650U com quatro núcleos a funcionar numa gama de frequências que vai dos 1,9 ao 2,11 GHz. O processador é acompanhado por 16 GB de memória RAM, mas 1 TB de espaço de armazenagem em SSD.

O ecrã da unidade que a Microsoft enviou para teste tem 13 polegadas e oferece uma resolução nativa de 3000 x 2000. Existe também uma versão com ecrã de 15 polegadas com um pouco mais de resolução (3240 x 2160), que inclui também uma gráfica mais poderosa GeForce 1060 com 6 GB de memória gráfica dedicada.

O Surface Book usa um sistema original para prender o teclado ao tablet. É utilizado um material “com memória”, a que a Microsoft chamou ‘muscle wire lock’ – muda de forma e, depois, através de aquecimento, volta à forma original. Neste caso, quando se prime uma tecla especial no teclado do Surface Book, é passada corrente eléctrica através de um fio que faz com que contraia, o que liberta o tablet do teclado. Depois, se necessitar de voltar a usar o teclado, basta inserir o tablet outra vez na ranhura para que fique preso.

Além da inovação, este sistema é necessário devido á existência de uma gráfica no teclado que se fosse removida subitamente podia fazer com que as aplicações que a estão a usar nesse momento deixassem de funcionar e bloquear assim todo o sistema. Por isso, quando se prime a tecla, o sistema deteta as aplicações que estão a usar a placa gráfica e pede ao utilizador para as fechar antes de permitir a remoção do tablet.

O Surface Book é todo em magnésio e muitíssimo bem acabado. A Microsoft deu muita importância aos detalhes, mesmo os que não são aparentes, como por exemplo ter instalado um íman que serve para manter o computador fechado quando não está a ser utilizado.

Em termos de desempenho, é uma máquina muito sólida tanto ao nível de produtividade pura, como de jogos. No entanto, em modo exclusivamente tablet, nota-se muito a falta que um GPU à séria faz. Por isso testei-a duas vezes: uma em modo computador portátil e ou em modo tablet e os resultados foram curiosos. Por exemplo, em modo tablet, a bateria dura praticamente um quarto do tempo que em modo portátil com as baterias-extra dentro do teclado.

Ponto final

Esta é uma máquina com duas personalidades: em modo de computador é um dos melhores que já passou pela PCGuia. Já em modo tablet não impressiona, sendo o seu principal ponto fraco a bateria. Mas não deixa de ser uma máquina muito agradável de usar. O ecrã é excelente e, se quiser gastar um pouco mais, pode também comprar a caneta opcional que lhe permite escrever directamente no ecrã.

Via PC Guia. Por Pedro Tróia.

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